
COMEÇO
ENCONTRO
Terão a coragem de se encontrar.
De saber falar suas coisas através de uma música.
Juntos.
Sairão pela praça, com suas sirenes.
Seu estandarte da OUTRA/BEATRIZ puta dos mistérios gozozos,
fudidamente bela.
Da estátua mal iluminada no plano social descola Betriz que deixa luz
par ao panorama de análise.
A sirene de ambulância faz o carnaval ser bloco eletrônico ambulante, móvel.
A sirene de ambulância faz o carnaval ser bloco eletrônico ambulante, móvel.
Cheio de personagens.
Ele levam a Beatriz desde a estátua até seu pedestal social telúrico
na Alcindo Guanabara.
Ao chegarem em frente a MORTA,
Ao chegarem em frente a MORTA,
o espaço
Teatro Regina
silencía o cortejo.
Teatro Regina
silencía o cortejo.
Pulso interior
.Andando no silêncio sozinhos,
mas ali um com o outro não conseguem entrar no teatro.
mas ali um com o outro não conseguem entrar no teatro.
É tudo delicado.
Corpos vazios, prontos, preparados,
corações badalando...
Todos olham todos.
Vem a tinta.
Trazida pela cenografia.
É tudo simples e claro.
A porta é pintada de branco.
Pulso interior.
Ouvidos na cidade.
Prosas.
E silêncio.
A porta fechada de nós está sendo clareada.
Porta pintada de branco.
Devemos abrir a porta?
O que tem por trás da porta?
A metralhadora, uma girafa?
Tapete banco estendido de tinta na parede e no chão estendido e desenrolado
o nosso chão branco das clarezas sujas de Bachelard.
Cenário vazio.
Corpos tomam o lugar com a maioria.
Se afastam.
O vazio vai trazer algo.
A parede recebe a nossa entrada digital.
Uma porta digitalizada filmada luz, se abre.
Entramos no corpo fechado da cidade e das nossas cavernas.
Atenção!!! Nosso interior está exteriorizado.
É UM PANORAMA DE ANÁLISE.
Entra o Hierofante...
3 comentários:
Carta de amante para Brasília e a nova UNIVERSIDADE
“A vida, a busca, a emoção das descobertas... Isso é que é importante. Foi e continua sendo, sempre.”
Dulcina de Moraes, em entrevista a Sérgio Viotti.
Dulcina é e foi uma mulher que agiu para o teatro iniciando uma universidade no Rio de Janeiro, que foi transferida e edificada em Brasília.
Ela como ícone aniversariante, nascente, que deu a vida pelo desenvolvimento da arte tomamos como ponto de partida e força de impulso para nossos movimentos, que é o de participar junto a uma gama de artistas a nossa renovação, o encontro, nosso jeito de atuar no Rio de Janeiro em comunicação criativa constante dentro da cidade, São Paulo e Brasília.
Dulcina, na vida sua do teatro, impulsiona cada vez mais qualquer um que se dedique a viver daquilo que ama. Eu amo a minha vida no teatro. Onde assumimos todo o nosso ridículo, todo nosso medo e fazemos o real se desdobrar, se inverter...
E ela fazia isso. Na vida. Fez no Brasil.
Ela nasce (em 1908) quando o teatro moderno nasce. Os teatrólogos descobrem a luz. Descobrem a edição no palco. Essas foram evoluções propostas, por naturalistas, realistas, simbolistas, etc, com Antoine, Copeau, Craig, Stanislawiski, Romain Rolland,Apollinaire, Grotowski, Vilar, Ronconi, Artaud, Brecht, Piscator, Gropius, Max Reinhardt, Ariane Mnouchkine... Fora do Brasil.
Cada um em sua época, assimilando o anterior e impulsionando pra frente. Pondo a teatralidade, no ator, na luz, na arquitetura, no texto.
Sempre em busca comum do significado da palavra teatralidade.
E ver com olhos livres as buscas e as soluções finais. A teatralidade foi sempre, e é, um estado de espírito e poesia. Escuta. Expansão.
Ela vivendo no teatro mambembe até a universidade, aqui no Brasil. Nasce e quase alcança 100 anos na atividade do teatro que se desenvolve no Brasil. Atos que ela revolucionou, e que revolucionaram em torno dela.
Agora temos que nos concentrar na formação de público. E na nova forma de ver o mundo, esse Brasil de cada um, o tempo urge e clama uma nova forma de obter conhecimento.
Dulcina viu no amor ao teatro a sua universidade. Por ser uma mulher de teatro completamente empírica, que já trabalhava memória emotiva nas peças antes mesmo da primeira tradução de Stanislawski chegar ao Brasil; Entre outras ousadias esquecidas no teatro Brasileiro e engolidas pelo cinema e outros grupos que a negaram com o passar do tempo; Como o palco cinético em uma de suas montagens; um palco com 5 palcos, em uma dramaturgia cinematográfica, simultânea trabalhando a atmosfera do naturalismo e distorcendo-a em torno.
Mas ela se preocupou em como desenvolver as aptidões cênicas em “alunos” para que descubram sua força, para que fizessem teatro. Conheceu Brasília e viu naquela cidade vazia, ainda nascendo, um novo mundo. Um mundo literalmente sendo construído. É quando ela bate de porta em porta na busca de conseguir o dinheiro para fazer a primeira Universidade de Teatro do Brasil, responsabilizando todo o governo pela educação e cultura, e usando todo seu charme e nome que tinha como dama do teatro. Até que ela consegue um terreno, quase que por acaso, em um lugar super bem localizado em Brasília. Mas como qualquer coisa que precisa ser desenvolvida e conquistada, a idéia da universidade que ela conseguiu construir foi ficando pra trás, pois se tornou mais uma entre muitas outras perdidas no Brasil. Essa Universidade desenhada pelo Niemeyer, hoje falindo e caindo aos pedaços, é personagem atriz de teatro em palco Brasileiro.
Ela fez a universidade num levante pelo desenvolvimento da carreira cênica. E hoje em pleno século XXI, não devemos nos relacionar e nos conformar com a universidade no formato de ensino que se encontra hoje. Pois todo ano entrarão e sairão alunos, que se apaixonarão ou não, pela história da atriz, vestirão as roupas que ela usou, farão o papel que ela fez, se formarão, e irão embora. Esquecendo que teatralmente a maior força de ação que pode vir de uma universidade da Dulcina, é a tomada de partido, de atualização, da necessidade de avanço e desenvolvimento do ensino. Reinventar a universidade.
Refinar a troca.
Transformando-a em centros de pesquisa. Onde todos os “artistas” tenham espaços para obter conhecimento, trocar, formando, descobrindo.
E temos...
Impulsionado pelos modernistas e Antropófagos (Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti...), a Universidade Nova Brasileira é projetada, e assumida pela primeira vez em São Paulo, pelo grupo Teatro Oficina. Grupo que também se encontra dentro do centenário da atriz completando 50 anos. A UNIVERSIDADE DE CULTURAS BRASILEIRAS ANTROPOFÁGICAS nasceu com a peça Os Sertões e no movimento Bixigão. Trabalho de atores do Teatro Oficina com adolescentes e crianças do bixiga e de outros bairros. No desenvolvimento gradativo, o refinamento da inter-relação entre o que se diz professor e aluno é desenvolvido e projetado para frente. Até alcançar a individualidade que faz você estar em um coletivo. Atrás do seu interesse pela descoberta, especifico e técnico do desejo interior, da nova forma de passar o conhecimento, e convocar aqueles que podem alimentá-lo.
“(...) Eu estou contribuindo, como tantas outras pessoas, para distribuir conhecimento, a noção da responsabilidade do teatro. O prazer do teatro. (...)”
Dulcina.
E para podermos começar a discutir nacionalmente a idéia da Universidade é preciso que antes de tudo os elos de encontro sejam firmados. Aqui no Rio estamos querendo e vamos conquistar um espaço, antes de ficarmos no teatro Dulcina na Cinelandia, para que possamos desenvolver o estudo do corpo do ator no Rio de Janeiro, e também o estudo teórico de muitas vidas anteriores para o futuro teatro daqui. Esse é o cerne da Universidade, que plantaremos aqui com esse centro de estudo, e que queremos que seja mais um lugar em busca de um novo campus, uma nova universidade. Assim juntaríamos em ligação prática de estudo e ocupação Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
E juntos poder pensar, praticar a Universidade buscada. E concretizá-la.
“...Era um sonho, talvez demasiado. Mas sua personalidade ultrapassa os limites do costumeiro. Fé inabalável no que se decide a realizar.”
Sérgio Viotti, comentando Dulcina e a Universidade.
Para dar esse início da comunicação, vamos aqui no Rio começar um ciclo de leituras de peças que ela fez. Que sejam importantes em sua vida, como tem que ser na nossa, as peças tem que contar a nossa história a ser superada, como todo o teatro dentro desses 100 anos de carreira da atriz.
Treinar a escuta.
Também fazemos aqui um trabalho de corpo nominado, inspirado por São Paulo: TRABALHO DO CORPO DO ATOR DO TE-ATO NO RIO DE JANEIRO.
Onde atores, indivíduos, propõem seu estudo de corpo na prática. Proporcionando uma rotação de exercícios dentro de uma busca pessoal de cada um, passado para o outro ator, afim de conseguir se ver no outro. Uma relação entre os amantes do/no teatro. Fora de grupos. Indivíduos se encontrando e praticando o corpo.
E mais o ato em frente ao Teatro Dulcina na Cinelandia, que justifica e motiva toda a força para renovação de teatros, sendo signo de todos os espaços vazios do Rio de Janeiro. Mal cuidados. Entramos e ocupamos. Esse ato é reivindicador. Dos artistas, que estão isolados, para que se encontrem, tomem conhecimento pleno de como estão as verbas públicas dentro do Rio, e como dividi-las para desenvolvimentos dos grupos. Grupos esses que precisam estar sempre nascendo e querendo se encontrar com outros para essa reivindicação.
E, principalmente, um chamado para o governo e diretores de órgão públicos artísticos, para que olhem as propostas abertas e proporcionem ao público em formação a abertura dos espaços e tomadas de lugares fechados. Nós temos uma proposta estética, e financeira para o Dulcina. Queremos a reunião com os engenheiros, o diretor da FUNARTE Celso Frateschi, e todos os artistas interessados no renascimento desse e de outros espaços.
“Caminho orientada pelo sentido quase religioso que tenho do Teatro, fazendo o possível para atingir os pontos mais altos e as fontes de beleza que nunca serão suficientemente exploradas. Não entra nesse meu desejo de procurar sempre o melhor qualquer elemento de superestimação do meu próprio valor, mas apenas a convicção de que o artista traz a tarefa de buscar e revelar todas as coisas belas da vida, na missão de aproximar, melhorar e harmonizar os seres – uma missão de comunicação humana. Não há, portanto, sentimento de vaidade individual nesta espécie de profissão de fé que estou fazendo a você em relação ao meu programa, ao que eu já fiz e ao que pretendo fazer em teatro. Há simplesmente a declaração sincera de um compromisso a que me sinto obrigada por um imperativo muito interior, muito íntimo, ao qual não desejo fugir”
Dulcina
Assumir em Brasília esse bastão, como indivíduos-força e promover a comunicação com as artes no Brasil. Fazer essa ponte e realizar algo em Brasília só tem a fortalecer a reivindicação para esse levante cultural, que o Brasil precisa.
Para isso, todos os artistas que falam, reclamam, vêem as brechas sendo feitas, precisam se coroar e começar a mobilizar pessoas, pelo coração, o corpo todo, alma, para a mobilização de uma ida a uma nova Universidade. Uma nova formação. Uma nova forma de desenvolver cultura. Teatro, cinema, música, artes visuais, universidade... está nas mãos de quem tem coragem. Ou fazemos ou nos fudemos.
Pratiquemos nossos atos, e encontros.
Escrevamos, desenhemos, componhamos,
Atuemos, gozemos e façamos.
Coragem.
Comendo burocracia. Revendo o Brasil.
Nascendo de novo. Saindo da InCUbadeira.
OURU
MERDA
Fredy Állan
bycho carpynteyro
OLARIA de São Sebastião
pé de laranjeira
Associação
Nossas diversas manifestações.
TeAto
CineAto
-Atos do Te-ato Móvel
AMORTA ato
leituras
treinamento do corpo do ator do Teatro do Rio de Janeiro
despertar de entre os mortos
-Abertura da Associação
-Dulcina DULCYNA
-Atos do Teatro Móvel
O Teatro Móvel, nasce do desejo de ocupações dos espaços fechados do Rio de Janeiro. Ato externo para a busca interior e do interior abri-lo.
Esses espaços se compõem de teatros abandonados pelo poder público e artistas, cinemas fechados, galpões etc.
Atos em suas fachadas.
Mas com a direção: os atos serão feitos em frente a espaços de importância histórica e cultural para a vida da cidade.
Dentro de cada especificidade dadas pelos espaços e sua necessidade dentro de tal região, serão vividos textos que comuniquem e representem o ponto de virada dos lugares.
A poesia para atos que englobam o cerne de estudos do Teatro Móvel que são:
1° desenvolver o espaço nu. Para ocupá-lo.
2° estudar na prática a nova e sutil inter-relação entre as tecnologias trabalhadas dentro dos espaços. Cinema Teatro Música. Essa tríade-síntese englobando subcategorias contribuem para a busca de uma nova finalização de arte.
A ocupação de um espaço vazio por pessoas cujas técnicas contribuirão para o preenchimento desse espaço, será o terreno onde essas próprias técnicas desaparecerão.
A idéia não é fazer um teatro de Rua.
Porque buscamos nosso espaço.
A idéia de Teatro Móvel não fica só para o movimento de ir a lugares. Mas de fazer um lugar ser muitos outros.
Nesse momento a opção por atuar em fachadas, é de incentivar e mobilizar as atenções.
Nosso te-ato busca a ligação do ator e dos presentes no ato para manter o estado poético carnavalesco lúdico, com as projeções-músicas, novos dados e dimensões; o desenvolvimento através dos pulsos sonoros do desenrolar de uma apresentação, de uma história e de uma outra forma de produzir, praticar, e participar dos dramas e tragédias poesias.
Praticar atos que dialogam com os lugares em que estarão sendo feitas as apresentações, atuando as arquiteturas da cidade, as tecnologias, de teatro, cinema, músicas, representará o desejo do grupo de ocupar espaços para abri-los e desenvolver com o público os atos. O passo seguinte, estar em um espaço em que o desenvolvimento de um ato, um objeto artístico possa ser acompanhado e praticado pelo público.
Valeu pelo comentário, Fredinho.
Abraços,
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