terça-feira, 15 de abril de 2008

PANORAMA DE ANÁLISE


COMEÇO

ENCONTRO



Terão a coragem de se encontrar.

De saber falar suas coisas através de uma música.


Juntos.


Sairão pela praça, com suas sirenes.

Seu estandarte da OUTRA/BEATRIZ puta dos mistérios gozozos,

fudidamente bela.

Da estátua mal iluminada no plano social descola Betriz que deixa luz

par ao panorama de análise.
A sirene de ambulância faz o carnaval ser bloco eletrônico ambulante, móvel.

Cheio de personagens.

Ele levam a Beatriz desde a estátua até seu pedestal social telúrico

na Alcindo Guanabara.
Ao chegarem em frente a MORTA,

o espaço
Teatro Regina
silencía o cortejo.

Pulso interior

.Andando no silêncio sozinhos,
mas ali um com o outro não conseguem entrar no teatro.

É tudo delicado.

Corpos vazios, prontos, preparados,

corações badalando...

Todos olham todos.

Vem a tinta.

Trazida pela cenografia.

É tudo simples e claro.

A porta é pintada de branco.

Pulso interior.

Ouvidos na cidade.

Prosas.

E silêncio.

A porta fechada de nós está sendo clareada.

Porta pintada de branco.

Devemos abrir a porta?

O que tem por trás da porta?

A metralhadora, uma girafa?

Tapete banco estendido de tinta na parede e no chão estendido e desenrolado

o nosso chão branco das clarezas sujas de Bachelard.

Cenário vazio.

Corpos tomam o lugar com a maioria.

Se afastam.

O vazio vai trazer algo.

A parede recebe a nossa entrada digital.

Uma porta digitalizada filmada luz, se abre.

Entramos no corpo fechado da cidade e das nossas cavernas.

Atenção!!! Nosso interior está exteriorizado.


É UM PANORAMA DE ANÁLISE.


Entra o Hierofante...

LAROYÊ!



saci!
EVOÉ!!!
hermes!!

SARAVÁ!!!
dulcyna baca!!!

AXÉ!!!






e a chuva lavando tudo...